A resistência aos antibióticos causa mais de 35 mil mortes por ano na União Europeia, e Portugal não escapa a esta tendência. Os dados do relatório Health at a Glance 2025 da OCDE mostram que, apesar de uma ligeira melhoria na última década, a prescrição de antibióticos em Portugal continua num patamar preocupante. Em cuidados de saúde primários, o volume de antibióticos prescritos atinge 18 doses diárias definidas (DDD) por mil habitantes, um valor claramente superior à média da OCDE, que se situa nas 15,6. Este é um indicador que reflete a persistência de práticas de prescrição inadequadas, muitas vezes associadas à ausência de diagnóstico laboratorial prévio.
Para quem gere recursos e cuida de pacientes, estes números são um alerta de saúde pública. O uso incorreto de antibióticos acelera o surgimento de bactérias resistentes e pode transformar infeções simples em problemas graves, complexos e imprevisíveis, com impacto direto na segurança dos doentes e na sustentabilidade das instituições.
Descubra os riscos do uso inadequado de antibióticos e o que pode fazer para proteger a sua instituição.
O que é a resistência antimicrobiana?
Na sua essência, os antibióticos são substâncias capazes de impedir o crescimento ou eliminar bactérias responsáveis por infeções.
A sua ação biológica segue dois caminhos principais: alguns antibióticos bloqueiam a multiplicação bacteriana (ação bacteriostática), permitindo que o sistema imunitário complete a eliminação da infeção; outros destroem diretamente as bactérias (ação bactericida), interferindo com a síntese da parede celular ou bloqueando processos vitais.
Contudo esta eficácia depende de um fator crítico: o uso adequado dos antimicrobianos. A resistência antibiótica ocorre quando bactérias desenvolvem a capacidade de sobreviver e multiplicar-se mesmo na presença de antibióticos que antes as eliminavam.
Quando um antibiótico perde eficácia, o que antes era tratado com um fármaco de primeira linha passa a exigir terapêuticas mais prolongadas, mais dispendiosas e, muitas vezes, mais tóxicas.
Para um hospital, um lar ou uma unidade de cuidados continuados, a resistência antimicrobiana traduz-se em mais dias de internamento, maior necessidade de isolamento de doentes, aumento do consumo de materiais e maior pressão sobre equipas já sobrecarregadas. E, claro, maior instabilidade operacional: camas bloqueadas, reprogramação de cirurgias, aumento de reclamações e maior escrutínio regulamentar.
O que causa a resistência aos antibióticos?
Estas são algumas das causas mais frequentes da resistência aos antibióticos.
- Escolha inapropriada por hábito ou pressão: por exemplo, por prescrições profiláticas demasiado alargadas (uso de antibióticos de largo espetro sem indicação clara) ou substituições feitas sem orientação microbiológica para “cobrir” riscos percebidos.
- Duração excessiva e doses fora do recomendado: a prescrição por períodos superiores ao necessário ou utilização de dosagens incorretas aumentam a pressão seletiva sobre as bactérias e favorecem o desenvolvimento de resistência.
- Falta de diagnóstico rápido e fiável: sem diagnóstico prévio, tende-se a tratar empiricamente e por excesso.
- Stock-outs e descontinuidade de fornecedores: levam a substituições de antibióticos ou interrupções nos tratamentos.
- Uso incorreto da terapêutica: situações em que o antibiótico não é tomado conforme prescrito, como interrupção antes do tempo recomendado, esquecimento de tomas ou administração em horários irregulares. Estas falhas dificultam o controlo terapêutico e aumentam o risco de resistência antimicrobiana.
Como combater a resistência antibiótica?
O combate à resistência antimicrobiana começa com um diagnóstico preciso e atempado. Quanto maior a incerteza clínica, maior a probabilidade de recorrer à antibioterapia empírica e, consequentemente, maior o risco de uso inadequado.
Por isso, invista em diagnósticos rápidos e apoio à decisão terapêutica. Quando as decisões clínicas são sustentadas em informação fiável, é mais fácil preservar a eficácia dos antibióticos disponíveis. As soluções de diagnóstico (desde testes rápidos até tecnologias laboratoriais avançadas) permitem identificar infeções de forma precoce, confirmar a sua origem e orientar a escolha do antibiótico mais adequado.
Testes rápidos para ajudar a reduzir o uso inadequado de antibióticos
Os testes rápidos ajudam no diagnóstico prévio, na medida em que contribuem para uma melhor identificação da causa do problema. Ao fornecerem informação adicional de forma rápida, podem apoiar a tomada de decisão clínica e a avaliação da necessidade de exames complementares. Fique com a nossa seleção de testes rápidos de apoio ao diagnóstico.
Teste rápido para deteção de infeção urinária
Um teste rápido que deteta a presença de sangue, proteínas, nitritos e/ou leucócitos na urina. Ideal para pessoas com sintomas de ardor ao esvaziar a bexiga ou com forte impulso para urinar.
Teste rápido para deteção de infeções respiratórias combinado 5 em 1
Um teste rápido que permite a deteção simultânea de SARS-CoV-2, Influenza A/B, Adenovírus Humano e Vírus Sincicial Respiratório (VSR) a partir de uma amostra de exsudado nasal. É fácil de usar e fornece resultados precisos em pouco tempo, permitindo identificar rapidamente a causa da infeção e tomar decisões terapêuticas seguras.
Teste rápido para deteção de infeção por Strep A
Este teste rápido permite detetar Streptococcus do grupo A a partir de uma amostra de exsudado faríngeo. Ideal para pessoas com dor de garganta súbita, febre, dificuldade em engolir ou amígdalas inflamadas com exsudado. Auxilia no diagnóstico precoce de faringite bacteriana, orientando decisões terapêuticas seguras e evitando o uso desnecessário de antibióticos.
É um profissional de saúde? Quando é necessário um diagnóstico clínico avançado?
Os testes rápidos são essenciais para orientar decisões iniciais e evitar prescrições desnecessárias de antibióticos. Mas, em contexto hospitalar e laboratorial, existem situações em que é preciso ir mais longe.
Infeções graves, quadros clínicos complexos, falência terapêutica ou suspeita de resistência exigem mais do que uma confirmação preliminar. Exigem a identificação rigorosa do agente etiológico e determinação do perfil de suscetibilidade antimicrobiana, permitindo uma terapêutica dirigida, segura e eficaz.
Estas são algumas das soluções mais avançadas disponibilizadas pela Quilaban.
- FASTinov – TSA Gram+, disponibiliza perfis de suscetibilidade antimicrobiana em menos de duas horas, permitindo reduzir drasticamente o tempo entre a colheita e a decisão terapêutica, diminuindo a necessidade de manter antibióticos de largo espetro “por precaução”.
- BD Phoenix™ M50, identificação bacteriana e teste de sensibilidade aos antibióticos (ID/AST), permitindo resultados consolidados e fiáveis que orientam uma prescrição antibiótica adequada.
- Bruker MALDI-TOF MS reduz significativamente o tempo de identificação bacteriana e consequentemente permite decisões terapêuticas mais informadas.
- BD BACTEC™ FX, sistema de referência para deteção precoce de infeções da corrente sanguínea, etapa crítica para o sucesso do tratamento da sépsis.
- BD MAX™, M10 e Rocgene iFind, plataformas de biologia molecular que reforçam o diagnóstico etiológico rápido, permitindo confirmar infeções específicas e excluir causas bacterianas, contribuindo para a redução da prescrição antibiótica desnecessária.
A evidência é clara: quanto mais rápido é o diagnóstico, menor é o uso inadequado de antibióticos e melhores são os resultados clínicos, com impacto direto na duração do internamento, nos custos associados e na segurança do doente.
Quilaban, ao seu lado para combater a resistência bacteriana
A verdadeira diferença acontece quando tudo trabalha em conjunto. Quando os testes rápidos ajudam a orientar os primeiros passos, a microbiologia confirma o microrganismo e o seu perfil de suscetibilidade e a biologia molecular garante a precisão necessária para identificar o agente etiológico e respetivos genes de resistência.
Esta integração permite uma resposta mais clara, consistente e eficaz, reduzindo o uso inadequado de antibióticos e contribuindo de forma concreta para reduzir a resistência antimicrobiana.
É esta abordagem integrada que a Quilaban coloca ao serviço das pessoas e profissionais de saúde: decisões mais informadas, processos mais seguros e a confiança de atuar com base em dados reais, no ritmo exigente do dia a dia.
Se é um profissional de saúde, fale com a nossa equipa e descubra como o podemos apoiar com as nossas soluções.